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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Alentejo: Terras sem Sombra desembarca em Sines com Artur Pizarro


Terras sem Sombra desembarca em Sines

Sines, terra de Vasco da Gama, é o próximo destino do Terras sem Sombra. O festival desenhou para a sua presença nesta cidade um programa único, que aposta nas interacções entre a paisagem urbana, a música do Romantismo e a conservação do meio aquático. Uma oportunidade privilegiada para conhecer a alma da mais atlântica das povoações do Alentejo.


No concerto que vai ter lugar no Centro das Artes de Sines, a 16 de Junho, sábado, às 21h30, o grande intérprete português apresenta um repertório de extraordinária beleza, com obras de Bach, Schumann e Liszt. A peça central, Estudos Sinfónicos, de Robert Schumann, uma homenagem a Chopin, coloca em destaque duas personalidades artísticas opostas, uma extrovertida e exuberante, outra calma e medidativa; sugere, assim, dois rumos que marcarão o Romantismo no panorama musical europeu. O festival alentejano associa-se, deste modo, ao 150.º aniversário de José Viana da Mota (1868-1948), figura fundamental da música em Portugal e um dos grandes pianistas do seu tempo, de que Artur Pizarro é o mais insigne herdeiro artístico. Se a efeméride está a passar quase despercebida no país, o Terras sem Sombra quis evocá-la através de um acto simbólico, mas cheio de significado: Viana da Mota dedicou grande atenção ao Alentejo e a sua memória é cara à região.

Na Rota do Gama: testemunhos do Almirante em Sines


Vasco da Gama nasceu, em 1469, na torre de menagem do castelo de Sines. Trocou a carreira eclesiástica a que a família o destinara para servir o rei, tornando-se um elemento destacado das ordens de Santiago e Cristo. Foi o militar escolhido por D. Manuel I para comandar a primeira expedição à Índia (1497-1499), aonde voltaria em 1502 e 1524. Faleceu em Cochim, em 1524. Sines, com as suas tradições marítimas, constitui uma referência na vida do navegante que, recém-chegado do Oriente, em 1500, quis ser seu conde e senhor. Esta actividade revisita os principais lugares do roteiro sineense do Gama: a fortaleza medieval e a matriz, os Penedos da Índia, o paço (cuja construção foi embargada por D. Manuel e levou à expulsão do almirante da terra natal), a igreja de Nossa Senhora das Salas (reerguida por ordem de D. Vasco) e outros locais a que tinha apego. O percurso inicia-se na tarde de 16, às 15h00, e é guiado pelo arquitecto Ricardo Pereira, pelo historiador António Martins Quaresma e pelo historiador de arte José António Falcão, investigadores com profundo conhecimento do património local.


Com engenho e arte: a biodiversidade no porto de Sines

A manhã de domingo, dia 17, é dedicada pelo festival, a partir das 10h00, ao porto de Sines. De construção recente (1978), este é uma das infra-estruturas portuárias mais avançadas da Europa e apresenta condições naturais ímpares na costa portuguesa para acolher todo o tipo de navios. Está dotado de modernos terminais especializados e é a principal porta de abastecimento energético do País. A salvaguarda da biodiversidade dentro do perímetro portuário constitui o fio condutor desta visita, que também revela aspectos pouco conhecidos do rico património natural em torno do Cabo de Sines. O percurso é guiado por João Castro, Teresa Cruz, Teresa Silva e Susana Celestino (biólogos) e por Adelaide Bernardino (engenheira do ambiente).



As actividades do Terras sem Sombra são de acesso livre e resultam da parceria da Associação Pedra Angular com a Câmara Municipal de Sines e a Administração dos Portos de Sines e do Algarve.

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