Destaque

sábado, 16 de setembro de 2017

Estudo derruba mitos sobre as relações familiares entre escravos no Brasil


Por muitos anos se acreditava que as relações familiares entre os escravos eram nulas ou pouco representativas, sendo as senzalas local de promiscuidade. O próprio Jean-Baptiste Debret, em seu livro Viagem histórica e pitoresca ao Brasil, dizia que nas grandes propriedades tinha-se por hábito “reservar uma negra para cada quatro homens”. Agora, os pesquisadores Manolo Florentino e José Roberto Pinto de Góes derrubam esses e outros mitos em A paz das senzalas: famílias escravas e tráfico atlântico, Rio de Janeiro, c. 1790-c. 1850, lançamento da Editora Unesp. “A sociedade escravista não julgava crime separar pais de filhos escravos, irmãos ou esposos cativos. Mas sabia que parte substancial da escravaria era uma intrincada rede de vínculos parentais e não conseguia sequer imaginar que pudesse ser diferente”, escrevem os autores.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

OS NOSSOS REDATORES PERMANENTES

OS NOSSOS REDATORES PERMANENTES
clique na imagem para ver os perfis