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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

88.º Sarau da CCBP: O sabor do saber dos ditados populares portugueses e influências de outras culturas - Vamos contar como foi


NINGUÉM FICOU A VER NAVIOS DURANTE O 88.º SARAU DA CCBP SOBRE DITADOS POPULARES PORTUGUESES

Por: Fátima Quadros
Presidente da CCBP

No dia 11 de outubro de 2017, às 19H30, na Biblioteca Municipal Ataliba Lago, Divinópolis – Minas Gerais – Brasil, a Confraria Cultural Brasil-Portugal promoveu o seu 88º Sarau e Palestra: O sabor do saber dos ditados populares portugueses e influências de outras culturas. 

Os saraus e palestras que acontecem desde a criação da Confraria, toda segunda quarta-feira do mês, foi um sucesso, com a participação das confreiras e confrades de Divinópolis, São José dos Salgados, Carmo da Mata e do público convidado. Em nossas palestras, ou nos saraus declamamos poesias, temos sempre alguém para falar sobre o tema do dia, costumamos abordar assuntos culturais variados, voltados para o nosso Portugal, nossa gente, fenômenos da luso-brasilidade,  a partir de um debate aberto com e para participação de todos. 

Mantendo a tradição da Confraria, a presidente Escritora Fátima Quadros e palestrante da noite, agradeceu a presença de todos, apresentando-lhes, antes de sua fala, uma bela canção de Augusto Canário, Portugal não tem fronteiras. Todos se deixaram encantar pela belíssima música, encantados aplaudiram. Dá-se início a palestra explanando sobre o saber dos ditados populares portugueses e influências de outras culturas, então os ditados populares são expressões que fazem parte da nossa cultura, utilizados de forma simbólica, podem aparecer impregnados de ironia. Decerto já foram usados muitas vezes em situações em que se pretendia se fizer entender em poucas palavras. 

De onde vêm os ditados, este meio de comunicação da sabedoria popular? Assim como outras heranças trazidas pelos portugueses durante a colonização, alguns ditados populares também acabaram sendo incorporados à nossa cultura. Por exemplo: “Ficar a ver navios”, o ditado faz alusão ao rei de Portugal, dom Sebastião, que após lutar bravamente na Batalha de Alcater- Quibir (1578) morrera, e jamais o seu corpo foi encontrado. Muitos portugueses passaram a esperar embarcações do Alto de Santa Catarina, em Lisboa, na esperança do retorno do seu rei, mas ficavam a ver navios… 

Durante toda apresentação, a palestrante variava seu leque de informações e conhecimento sobre o assunto em pauta. Fizemos descobertas dos ditados populares portugueses comuns no Brasil, com algumas versões. Averiguamos diferentes formas de comunicar dos Alfacinhas, Tripeiros, Açorianos, etc.

Oportunamente, comemoramos os 45 anos de sacerdócio do Padre Casimiro, nosso confrade e um dos pioneiros na Confraria, um dos fundadores da Instituição, juntamente com o Irmão Braga, falecido. Padre Casimiro é muito querido na Confraria, alegra nossos saraus cantando belos fados. Exemplo de sacerdote, ele que muito aprendeu, nesta Escola de Jesus Cristo, tem sido bom aluno e como embaixador de Cristo todos o vimos como seguidor do Divino Mestre. Comemoramos com sucos tropicais, bolo de chocolate, cereja... Desejamos-lhe uma vida longa, sempre conosco no Brasil, para que possamos celebrar muitos aniversários de ordenação.

É com orgulho que participamos desta festa e abraçamos o nosso querido sacerdote. 

Um comentário:

  1. Meus parabéns e muitas felicidades ao querido Padre Casimiro, que tive a honra e o prazer de ter conhecido na ocasião do 81.º Sarau da Confraria Cultural Brasil-Portugal, que teve por objetivo homenagear Armindo Isolino Gonçalves Guimarães pelo livro “Roberto Carlos-Eduardo Lages – Conversas com a minha imaginação”, onde nos emocionou ao ler com seu sotaque de Portugal a mensagem de agradecimento enviada pelo homenageado pelo fato de não poder estar presente e ao cantar dois lindos fados, o primeiro intitulado “Fado da Despedida", o segundo “Uma Casa Portuguesa”. De salientar que este fado foi acompanhado por todos os presentes, à boa maneira típica das casas de fado de Portugal.
    Feliz Aniversário e um carinhoso abraço ao Padre Casimiro.
    Estes Saraus são maravilhosos e marcantes.
    Abraços aos queridos Amigos que lá deixei.

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