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terça-feira, 1 de maio de 2018

O romantismo de uma luta armada



No momento atual, existem muitas dúvidas sobre o futuro do Brasil. As pessoas não sabem se teremos novamente a ditadura militar, ou um governo fascista, ou mesmo, uma reviravolta esquerdista. 

O terreno é incerto, e a população pode estar prestes a ter que lutar contra um governo ditatorial, seja para qual lado. Vemos muitos soldados militares e soldados militantes romantizando a luta armada, acham ser viril, digno e oferece um conforto de não estar em posição de vitimismo, mas sim de luta.

Em Cravo Vermelho, Virgílio Pedro Rigonatti embute no personagem Valério essa gana de lutar, pelos sofrimentos por ser filho de negra em uma sociedade racista e, projetando o sofrimento durante a Ditadura Militar.O personagem, inspirado nas experiências do autor, via toda a coragem de militantes como Fidel Castro e Guevara durante a Revolução Cubana, que o deixou encantado, revigorado e pronto para dar sua vida por um ideal.

“Em um momento que se disseminava a televisão pelos lares da população, os revolucionários se tornaram ídolos, entrando nas casas como pop stars, particularmente com a imagem de um rapaz argentino, companheiro de Fidel Castro, bonito, charmoso, que mexia com os rapazes, no sentido de quererem se tornar igual, e com as meninas, elegendo, aquele guerrilheiro, como modelo de homem dos seus sonhos: Ernesto ‘Che’ Guevara. Ávidos de heróis e de ação, a juventude estudantil sonhava com uma revolução semelhante, romantizando a luta armada.”

Porém, realmente isso é o melhor a se fazer? Lutar com a vida poderá deter o opressor? Ou é pura Utopia? É possível dizer que muito contribuiu a luta dos militantes durante a Ditadura, e acabou dizimando a institucionalização dela, porém não o ideal militar, visto que ainda hoje, corre-se o risco de os militares quererem o poder.

Sobre o Livro: Cravo Vermelho é um retrato da sociedade e dos acontecimentos dos anos 60 no Brasil e no mundo. Transita pela inquietação da juventude em busca de novos caminhos, pelo embate ideológico entre direita e esquerda, pelo comodismo de grande parcela do povo, ao mesmo tempo em que revela uma história de amor comovente entre jovens que buscam seu lugar naqueles tempos conflituosos e de esperança.

Sobre o autor: Nascido em 22 de março de 1948, no bairro de Vila Anastácio, na cidade de São Paulo, Virgilio Pedro Rigonatti começou a escrever aos 60 anos. Desde sempre o contador oral das riquíssimas histórias da família, descobriu um prazer imenso em escrever ao registrar em um blog a trajetória do clã. 

Após lançar seu primeiro livro, Maria Clara, a Filha do Coronel, pela Editora Gente, romance baseado na vida de sua mãe, decidiu fundar a sua própria editora, a Lereprazer, cujo título de estreia é este Cravo Vermelho. Atualmente, Virgilio prepara o lançamento da sequência de Maria Clara e trabalha em um novo romance.

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