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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Empate de Portugal ante a Espanha no jogo estreia do Grupo B


Caprichou o sorteio para que a vizinha Espanha fizesse parte do grupo de Portugal conjuntamente com Marrocos e Irão, esta última seleção treinada pelo nosso conterrâneo Carlos Queiroz.

E sendo Espanha e Portugal consideradas as principais favoritas para a fase seguinte, este jogo inaugural do respectivo grupo assumia-se de capital importância, sobretudo no que concerne ao primeiro lugar, no caso de acontecer vitória para um dos lados. E sabe-se que, nestas circunstâncias, quão é importante uma vitória no jogo de estreia. Por outro lado, a bomba que caiu quando, na terça-feira, a Federação Espanhola demitiu o técnico Lopetegui que assinou pelo Real Madrid quando já tinha dado a sua palavra à federação de que continuaria até 2020. Lopetegui que realizou um grande trabalho na seleção e cuja demissão não foi bem vista pela maioria dos jogadores. Restava saber se esta demissão, a 72 horas para a estreia, teria reflexos negativos no jogo com Portugal. 

Vejamos a posição da RFEF:


O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, Luis Rubiales, explicou que "foi obrigado a prescindir de Lopetegui para deixar uma mensagem clara aos profissionais da Federação", garantindo que em nenhum momento esteve a par dos contactos entre o treinador e o Real Madrid.
"Lopetegui fez um trabalho impecável, mas há decisões que estamos obrigados a tomar. Há formas de actuar com as quais não podemos compactuar".

Acresce que Fernando Hierro, antigo capitão do Real Madrid, assumiu o comando da seleção espanhola.
E ainda registar que, no primeiro jogo deste Grupo B,o Iran (de Carlos Queirós) venceu Marrocos por 1-0, com o golo a surgir mesmo em cima da hora do tempo extra.

                                                         
O JOGO PORTUGAL - ESPANHA - Portugal entrou desinibido no jogo e veio mesmo para a frente, ou seja, sem esperar pela iniciativa dos espanhóis. E foi assim que, logo aos 3 minutos, Cristiano Ronaldo entrou na área e foi derrubado. Grande penalidade que o próprio CR7 converteu superiormente. Começou muito bem a seleção portuguesa. E, curiosamente, com toda a sua segurança, o juiz italiano não recorreu ao árbitro-vídeo, apesar de, nesse sentido, os espanhóis terem insistido, mas em vão os seus intentos. Para Portugal foi sumamente importante sair na frente do marcados logo no início do jogo.


Evidentemente que era de esperar uma reação da Espanha, não se tratando de uma seleção qualquer e, à partida, apontada como uma das favoritas. Para Portugal todo o cuidado era pouco e, fundamentalmente, não dar espaços de manobra aos espanhóis em zonas nevrálgicas. Tínhamos um Portugal sereno e bem organizado, compacto no meio-campo e com uma defesa atenta às iniciativas dos espanhóis, sobretudo quando utilizavam o seu flanco esquerdo o mais interventivo. A Espanha inconformada e Portugal saindo sempre perigoso no contra-ataque através da velocidade. Mas seria mesmo a Espanha a chegar à igualdade por intermédio de Diego Costa que fez falta sobre Pepe. A Espanha crescendo, levando a bola a bater estrondosamente na barra de baliza de Rui Patrício. Na verdade, a Espanha melhorava no jogo e, consequentemente, muito mais emoção. De resto, não era nada aconselhável que Portugal se encolhesse e deixasse de ser mais pressionante no meio-campo. Nesta zona, Portugal começava a perder muitas bolas, aproveitando a Espanha para dar continuidade aos seus ataques. A Espanha começava a ter mais liberdade para o efeito. Não podia... E já dominava o jogo, convém sublinhar. Porém, Portugal sempre com o seu maior trunfo, Cristiano Ronaldo que visou a baliza e o goleiro espanhol consentiu que a bola ultrapassasse o risco fatal. Um lance que não se previa. Um "frango" de De Gea que colocou Portugal na frente do marcador e CR7 a bisar. 

Ainda sobre o lance do golo da Espanha, a arbitragem falhou redondamente, não assinalando falta de Diego Costa sobre Pepe. As imagens televisivas foram bastante esclarecedoras. E aqui também se inclui o vídeo-árbitro.

O SEGUNDO-TEMPO - Portugal com uma muralha defensiva para impedir as infiltrações dos jogadores espanhóis com as suas tipicas trocas de bola. Também o facto de William Carvalho andar "em cima" de Iniesta para impedir as suas incursões pela zona centrar. Contudo, a Espanha, que é sempre perigosa, chegaria de novo à igualdade com novo golo de Diego Costa, desta feita de cabeça, na sequência de um livre lançado para a grande área. E tudo começava a correr de feição à Espanha com a obtenção do terceiro golo. Uma grande pancada do Nacho e em corolário uma virada espetacular, há que dizer. Portugal começava a jogar mal, perdendo alguma tranquilidade e a Espanha trocando a bola dentro da sua maneira de jogar. o que sempre incomoda os adversários.

A meio desta segunda-parte, o técnico Fernando Santos fez entrar João Mário para o lugar de Bruno Fernandes, muito apagado no jogo. E logo a seguir Ricardo Quaresma para o lugar de Bernardo Silva. Uma forma de tornar Portugal mais ofensivo. para mais numa situação de desvantagem. Por fim, André Silva no lugar de Gonçalo Guedes já reta final.

Mas Portugal é Portugal e tem o melhor do mundo que, na transformação de um livre direto por falta que ele próprio sofreu, fez o seu "hat-trick". Creio que, na falta, Piquet se precipitou em relação a zona onde se encontrava. Mas foi um livre de grande categoria desferido pelo CR7, Uma fase en que Portugal, efetivamente, saiu mais para a ofensiva com as entradas de João Mário e Ricardo Quaresma.

Com seis golos, um jogo prenhe de emotividade e que teve em Cristiano Ronaldo a grande figura em função dos três golos apontados. Empate que premeia o labor das duas seleções vizinhas e rivais.




























                                                      

          
                                                                           

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