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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Recital de Poesia CANTOS FALADOS & POEMAS ALADOS com Lopito Feijóo e Maria Luísa Fançony | CCCP Luanda 22/11


No dia 22 de Novembro (5ª feira) de 2018, pelas 18H30, o CAMÕES/CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS (Av. de Portugal nº 50) irá acolher, o Recital de Poesia CANTOS FALADOS & POEMAS ALADOS com LOPITO FEIJÓO e LUÍSA FANÇONY.

Ao longo de mais ou menos uma hora e meia, serão declamados cerca de uma vintena de textos poéticos cuja tonalidade viajará através da poesia verbal, verbo-experimental, experimental ou prosa poética recorrendo, o Lopito Feijóo, à configuração expressiva que mais se adequa ao que  pretende transmitir, sem a preocupação de uma conceptualidade estilística pré-definida.

O que diversifica e potencializa a  riqueza temática e expressiva deste recital é a presença, no palco, de uma das mais representativas e respeitadas vozes da arte de dizer entre os angolanos e que atende simplesmente pelo nome de Luísa Fancony, uma veterana do jornalismo radiofónico em Angola.

Num primeiro momento, serão apresentados um conjunto de simples imaginações de intervenção critica. Uma série de “sapiências” direcionadas para o futuro, com uma visão do que poderá ser Angola, e o destino das suas gentes, das suas políticas, e de um país numa conjuntura de transição. O Recital prosseguirá num segundo momento com a apresentação de textos, com a sabedoria do presente, onde se descrevem quadros da realidade circunstancial que emerge a cada instante, por vezes, paradoxal. Num terceiro e último momento os dizeres poéticos  incidirão no recente passado dos angolanos e de Angola que se revela como uma âncora, como chão do território onde germina uma poética do real, do social e da perspetiva activista,  num círculo virtuoso da criatividade doutrinária e polissémica   do poeta e crítico social.

Naturalmente será evidenciada a experiência de uma missão poética mais activa. A  recorrente participação em atividades sociais e a militância com que durante vários anos Lopito actuou no  país, estarão sempre latentes na poética , muitas vezes expressa de forma frontal e com um pragmatismo imediato, para que dúvidas não restem.

Ao longo do recital , os presentes disfrutarão de uma leitura atenta da cultura tradicional pois, a poética de Lopito Feijóo  está imbuída de uma africanidade que lhe é inerente,  existindo inúmeros poemas que espelham essa realidade não apenas angolana pois o poeta esta sempre atento ao contexto que o rodeia e infelizmente nos informa O autor reflete sobre um quadro de conturbações e de tragédias humanas, cada vez mais actuais e intoleráveis, com todas as convulsões, violações a vários  níveis e migrações nunca vistas nas sociedades contemporâneas. 

Não faltarão os textos repletos de um lirismo “ternurento”, sinónimo da esperança que não esmorece pois Lopito acredita fortemente num futuro mais auspicioso, sobretudo para uma nova geração que agora emerge.

Lopito Feijóo e Luisa Fançony propõem poéticos dizeres sem uma profunda preocupação a nível formal. Valorizam a estrutura, a sonoridade e as rimas internas, potencializando esteticamente os poemas e conferindo-lhes uma visualidade na colocação da voz nas palavras, com a utilização dos espaços como campos de silêncio ou de reforço, respeitando o sentido estético do recital. 

SOBRE O AUTOR
J.A S. LOPITO FEIJÓ K., de seu nome próprio, João André da Silva Feijó nasceu  em Malange em 1963. Licenciou-se em Direito na Universidade Agostinho Neto. Foi Deputado da Assembleia Nacional. É poeta e crítico literário. Ensinou Literatura angolana. Foi Membro fundador da Brigada Jovem da Literatura de Luanda e do Colectivo de Trabalhos Literários (OHANDANJI). É membro da União dos Escritores Angolanos, onde foi Secretário para as Relações Internacionais. Actualmente, é Presidente  da Sociedade Angolana de Direito de Autor (SADIA) e dirige a Gazeta de Autores, orgão de divulgação da instituição. É um dos Memebros fundadores da Academia Angolana de Letras.
Foi fundador da ALPAS 21 – Academia de Artes, Letras e Ciências do Estado Brasileiro do Rio Grande do Sul, onde ocupa a cadeira número 1 para estrangeiros.
É membro correspondente da Academia Brasileira de Poesia Casa Real de Leoni e membro da International Poetry dos EUA  e da Maison International de la Poesie, sediada em Bruxelas. O seu nome consta da 10ª edição do International Directory of Distinguished Leadership (2004/2005), do American Biographical Institute, bem como no Dicionário de Autores de Literaturas  Africanas de Língua Portuguesa (1997).
Tem obras traduzidas para o francês, inglês e italiano e colaboração em publicações em Angola, Portugal, Espanha, Brasil, EUA, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Nigéria e Itália, entre outros países.

Obras publicadas

Poesia
2018: “Doutrinárias Lâminas Doutrinárias” (Colecção Troncos da Literatura Angolana)
1987: “Doutrina”
1987: “Me Ditando”
1987: “Rosa Cor-de-Rosa”
1990: “Cartas de Amor” (3ª ed. em, 2013)
1997: “Na Idade de Cristo”
2005: “O Brilho do Bronze”
2011: “Marcas da Guerra”
2012 “Lex &  Cal Doutrina”
2013: “Andarilho e Doutrinário”
2013: “Auto Grafia”
2014: “Desejos de Aminata”
2015: “Coração Telúrico”
2016: “ReuniVersos Doutrinários”
2017: “A Imprescindível Doutrina Contra”

Ensaio: crítica literária
1992: Meditando – textos sobre Literatura
1993: Geração da Revolução (c/ Luís Kandjimbo)

Organização e divulgação
1988: “No Caminho doloroso das Coisas”
1995: “África das Palavras” – antologia de Poesia de Amor dos anos 80.

O que alguns críticos, estudiosos e ensaístas, dos mais diversos países têm  dito de  LOPITO FEIJÓO.

-“Há que reconhecer em Lopito Feijó virtudes presentes: Imaginação e Estilo próprios. Com a primeira, ele consegue a harmonia. Com a segunda, obtém o tratamento especial de linguagem”- Luís Romano (escritor/romancista).
-“Não será descabido considerar Lopito Feijó como a mais irreverente voz da nova geração poética angolana (...). a elaboração mental (semântica e imaginética) parece comandar  o ritmo e a disposição gráfica: a sintaxe atropela a gramática e a forma não corresponde à leitura de hábitos melódicos. Assim se surpreende o leitor, apanhado na sua rotina (...). perseverando contra a cadeia da língua, contra a corrente impositiva de uma estética. E assim fez, talvez contribuindo para mudar, desde já, o rumo à história da poesia angolana”- Pires Larangeira (Ensaísta e Professor da Universidade de Coimbra).
-“Lopito Feijó cumpre as aspirações dos novíssimos, de encontrar a memória colectiva no poema que se acrescenta em cada dia”. (...) é para juntar as pontas da desarmonia do mundo que Lopito Feijó escreve estes poemas para que os angolanos não esqueçam e o mundo inteiro com eles”-  Ana Paula Tavares (Historiadora, Escritora e Poeta).
-“Nome importante  da geração 80, a chamada “geração das incertezas” assume a ruptura com os cânones semânticos e estéticos tradicionais, propondo uma estética assente numa linguagem dissonantemente  metafórica e no experimentalismo visual. Com um estilo, simultaneamente satírico e irreverente”- David Capelenguela (Escritor e Poeta).
-“Deslumbrante, incrível. Lopito é ele mesmo um poeta de cabeça aos pés. Há muitos anos que mantém uma coerência nos limites  da sua personalidade artística e se apresenta tal como é: fala como poeta, veste-se como poeta, deambula e é excêntrico como o foram Pessoa, Cummings, Neruda ou Vinícius de Morais”- João Tala (Médico e Poeta).
-“Lopito Feijó não é um poeta morno. Crepita e perturba com os seus signos. Mesmo os mais disfarçados, são uma autêntica tentação”- Teixeira de Sousa (Escritor).
-“Os poemas de Lopito Feijó dão-me uma ideia de pujança da nova literatura angolana. Fiquei impressionado com a originalidade linguística e com a coesão e densidade temática. Lêem-se como se ouve uma pequena sinfonia”- David Brookshaw (Professor na Universidade de Bristol).

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